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Mulher é presa por estelionato em esquema de venda de geladeiras

Uma mulher de 25 anos foi presa em Cuiabá, MT, durante operação da Polícia Civil do DF. Ela é suspeita de integrar um esquema de golpes na venda de eletrodomésticos pela internet, enganando consumidores.
Foto: Metropoles

Uma mulher de 25 anos foi detida em Cuiabá, Mato Grosso, durante a Operação Degelo, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal. A ação, que ocorreu na quinta-feira (11/6), visa desmantelar um esquema de estelionato que atuava na venda de eletrodomésticos pela internet.

A suspeita, que costumava exibir grandes quantias de dinheiro nas redes sociais, é acusada de fazer parte de uma associação criminosa especializada na clonagem de anúncios de venda de geladeiras e outros eletrodomésticos em plataformas online. Os criminosos copiavam anúncios legítimos, alterando apenas os dados dos vendedores, o que levava as vítimas a acreditarem que estavam negociando com os verdadeiros proprietários.

Após a negociação, os consumidores eram orientados a realizar transferências via Pix para contas controladas pelos integrantes do grupo. No entanto, os produtos nunca eram entregues, e ao se dirigirem aos endereços informados, as vítimas descobriam que não havia qualquer transação realizada com os vendedores originais.

As investigações apontam que pelo menos 56 ocorrências no Distrito Federal estão ligadas a esse esquema, embora a polícia acredite que o número de vítimas possa ser ainda maior. O perfil das pessoas prejudicadas é predominantemente de consumidores de menor poder aquisitivo, atraídos por preços mais baixos.

A prisão da mulher foi resultado de meses de investigação, que permitiram identificar parte da estrutura criminosa. A colaboração entre as polícias do Distrito Federal e de Mato Grosso foi essencial para o cumprimento do mandado judicial. A suspeita foi indiciada por estelionato qualificado e associação criminosa, com penas que podem somar até 11 anos de prisão.

As investigações continuam em busca de outros membros da organização e para identificar novas vítimas do golpe.

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