Em um contexto de crescente tensão no Líbano, o líder do Hezbollah, xeique Naim Qasem, solicitou um "cessar-fogo global" e a retirada das tropas israelenses do país. A declaração foi feita em uma mensagem transmitida pelo canal Al Manar, do movimento.
A exigência de Qasem é vista como uma rejeição à trégua que havia sido discutida em negociações mediadas pelos Estados Unidos entre representantes de Israel e do Líbano. Durante a quarta rodada de conversas, realizada na última quarta-feira em Washington, as partes concordaram em um cessar-fogo condicionado à interrupção dos ataques do Hezbollah.
Um alto funcionário do Hezbollah, que preferiu não se identificar, confirmou à agência AFP que o grupo não aceita a proposta de trégua. O presidente libanês, Joseph Aoun, estava aguardando a resposta do Hezbollah ao acordo, que ele considerou uma "última chance" para um cessar-fogo abrangente.
A decisão sobre a trégua foi comunicada ao presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, que compartilha a mesma posição em relação ao tema. Qasem criticou as negociações com Israel, chamando-as de "farsa e humilhação", e enfatizou que a segurança do povo libanês deve ser priorizada.