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Yuri Nóbrega é condenado por assassinato de Luanna Alverga

Yuri Ramos Coutinho Nóbrega foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto pelo assassinato de Luanna Alverga, ocorrido em 2017. O julgamento durou quase 10 horas.
Foto: THMais - Você por dentro de tudo

O réu Yuri Ramos Coutinho Nóbrega foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto pelo assassinato de sua namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, em um julgamento realizado no Fórum Criminal de João Pessoa, na última quinta-feira (11). A sentença foi proferida após quase 10 horas de deliberação do júri.

A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão leu a decisão, na qual o conselho de sentença reconheceu que o crime foi um homicídio doloso simples com dolo eventual, ou seja, o acusado assumiu o risco de causar a morte da vítima.

O crime ocorreu em 23 de julho de 2017, no bairro do Róger, em João Pessoa. Na ocasião, Luanna, que tinha apenas 20 anos, foi atingida na cabeça por um disparo de espingarda durante uma festa de aniversário na casa de familiares do namorado.

A pena inicial de oito anos de reclusão foi reduzida para seis anos, levando em consideração circunstâncias atenuantes, como a idade de Yuri, que era menor de 21 anos na época do crime, e sua confissão sobre o disparo.

A juíza também determinou que a pena seja cumprida em regime semiaberto, cabendo à Vara de Execuções Penais decidir sobre a unidade prisional adequada ou outras condições para a execução da pena.

Durante a investigação, Yuri admitiu ter disparado a arma, mas alegou que a morte de Luanna foi acidental, afirmando que acreditava que a espingarda estava descarregada. O disparo ocorreu na residência do tio do réu, no Condomínio Arruda Câmara, e a arma utilizada era uma espingarda calibre 20 pertencente a um familiar.

Entretanto, um laudo pericial da Criminalística contradisse a versão de Yuri, indicando que o disparo não foi acidental. A perícia concluiu que o gatilho foi acionado e que a distância entre a arma e a cabeça da vítima era de aproximadamente 50 centímetros, caracterizando um disparo a curta distância.

A morte de Luanna Alverga gerou grande repercussão na cidade e foi acompanhada de perto por familiares e amigos ao longo dos anos. Após o crime, Yuri se apresentou à Polícia Civil e confirmou a autoria do disparo. O Ministério Público denunciou o réu por homicídio e solicitou a manutenção da prisão preventiva, além da inclusão de laudos periciais no processo.

Quase nove anos após o crime, o caso foi levado ao Tribunal do Júri, que é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Com a condenação proferida nesta quinta-feira, a Justiça avança em um dos momentos mais significativos do processo que investigou a morte da jovem paraibana.

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