Na noite de quarta-feira (10/6), os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva contra o Irã, conforme confirmado pelo Comando Central dos EUA (Centcom). Os ataques ocorreram após o país persa reabrir o Estreito de Ormuz no início da semana, que foi novamente bloqueado após as explosões.
Os ataques foram iniciados às 17h15 (horário do leste dos EUA) e visaram múltiplos alvos no Irã, em resposta à "agressão injustificada e contínua
do país, segundo comunicado do Centcom. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia alertado horas antes sobre a possibilidade de novos bombardeios, e o presidente Donald Trump reiterou que o Irã seria atacado
fortemente de novo hoje".
Relatos da mídia iraniana indicaram explosões nas ilhas de Qeshm e Hengam, localizadas no Estreito de Ormuz, além de impactos em Sirik, na costa sul do Irã. A cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga forças navais iranianas, também foi alvo dos bombardeios.
O porta-voz das Forças Armadas do Irã, brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, declarou que o país responderá a qualquer ameaça "com ainda mais força". Ele afirmou:
Como já demonstramos, responderemos a todas as ameaças com uma resposta mais dura, mais forte e mais esmagadora do que antes
.
Esses ataques marcam o segundo dia consecutivo de ofensivas dos EUA contra o Irã. Na terça-feira (9/6), posições iranianas já haviam sido bombardeadas pela segunda vez desde o início do cessar-fogo em abril. A escalada de tensões foi desencadeada pela queda de um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz, que o presidente Trump acusou o Irã de ter derrubado.
O Centcom informou que dois tripulantes do helicóptero foram resgatados e estão em condição estável, enquanto as causas do acidente seguem sob investigação.