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Demora na apuração das eleições presidenciais no Peru

Os peruanos ainda aguardam o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 7 de junho. A lentidão na apuração é atribuída a diversos fatores, incluindo a contagem de votos em cédulas de papel e c...
Foto: G1

Os peruanos foram às urnas no último domingo (7) para o segundo turno das eleições presidenciais, mas ainda não sabem quem é o vencedor: a candidata da direita, Keiko Fujimori, ou o deputado de esquerda, Roberto Sánchez.

O Peru é conhecido pela lentidão na apuração dos votos. No primeiro turno, realizado em 12 de abril, o resultado oficial foi divulgado pelo Jurado Nacional de Eleitores (JNE) mais de um mês depois, em 17 de maio.

Um dos principais fatores que contribuem para essa demora é a diferença mínima de votos entre os candidatos. Nos últimos pleitos, Fujimori terminou em segundo lugar com 49,88% e 49,87% dos votos válidos.

Além disso, a geografia desafiadora do Peru dificulta o envio das urnas das regiões mais remotas para os locais de contagem. Na terça-feira (9), com 96% das urnas contabilizadas, a apuração estava atrasada em regiões como Cusco e Loreto.

Outro aspecto que atrasa o processo é o voto dos peruanos no exterior. Embora a legislação permita o voto digital, na prática, os consulados não disponibilizaram essa opção, obrigando os eleitores a se deslocarem a postos de votação.

As contestações também são um fator importante. Mesmo após a apuração, o JNE não declara um vencedor imediatamente, pois os partidos podem contestar resultados e solicitar recontagens. No primeiro turno, mais de 68 mil atas eleitorais foram contestadas.

Diante de uma eleição decidida por poucos milhares de votos, o JNE deve enfrentar uma nova onda de pedidos de revisão, o que pode prolongar ainda mais a espera pelo resultado final.

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