A União Europeia (UE) está se preparando para implementar uma proibição de entrada em seus países para cidadãos russos que participaram da Guerra da Ucrânia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e faz parte de um novo pacote de sanções direcionadas à Rússia.
Esta é a 21ª rodada de sanções impostas a Moscou desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Além da restrição de vistos, o novo pacote também visa setores estratégicos da economia russa, como energia, bancos e pesca. Von der Leyen destacou que as sanções têm causado um impacto significativo na economia russa, enfraquecendo as bases do esforço de guerra do país.
Embora a presidente da Comissão Europeia não tenha especificado quantas pessoas seriam afetadas pela nova proibição ou a data de implementação, ela enfatizou que o objetivo é garantir que
a Europa permaneça inacessível a qualquer pessoa que tenha participado da invasão da Ucrânia
.
O novo pacote de sanções também inclui a manutenção de um teto para o preço do petróleo russo e medidas para combater corretoras de criptomoedas que possam estar burlando as sanções.
Em paralelo, a União Europeia tem fornecido apoio financeiro e militar à Ucrânia. Na segunda-feira (8), o bloco anunciou a liberação de mais € 2,8 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) para ajudar o país invadido, parte de um fundo de mais de € 50 bilhões criado para sustentar a economia ucraniana e apoiar reformas necessárias para a futura integração do país ao bloco.
Esse desembolso representa a sétima parcela do fundo e está condicionado ao cumprimento de reformas pelo governo ucraniano. Em abril, a UE já havia aprovado um pacote separado, que inclui um empréstimo de € 90 bilhões (aproximadamente R$ 523 bilhões) a Kiev para atender a necessidades orçamentárias e militares.
O anúncio da ajuda à Ucrânia ocorre em um momento em que o país afirma ter recuperado mais de 600 quilômetros quadrados de território desde o início de 2026, indicando uma mudança nas dinâmicas do campo de batalha após anos de avanços das forças russas. A região de Pokrovsk, no leste da Ucrânia, continua sendo um dos principais focos de combate.