A Competition and Markets Authority (CMA), órgão antitruste do Reino Unido, deu início a uma investigação sobre a fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance, um negócio que está avaliado em aproximadamente US$ 110 bilhões. A apuração foi iniciada nesta semana com o objetivo de determinar se a união das duas empresas pode prejudicar a concorrência no setor de entretenimento britânico.
O prazo para a primeira decisão da CMA está estabelecido para 7 de agosto. Até essa data, a autoridade deverá informar se aprova a fusão na fase inicial ou se o caso será encaminhado para uma investigação mais aprofundada. A coleta de informações para a análise já foi realizada, permitindo que partes interessadas enviassem suas avaliações sobre o impacto da fusão no Reino Unido entre os dias 13 e 27 de abril.
A fusão entre as duas gigantes do entretenimento visa unir estúdios e redes de televisão tradicionais para enfrentar a crescente concorrência do streaming. Em fevereiro, a Paramount superou a Netflix em uma disputa prolongada e confirmou a aquisição da Warner, que inclui marcas renomadas como CNN e CBS.
Além da investigação no Reino Unido, o acordo já está sob análise em outros mercados, incluindo a América do Norte e a Europa. Reguladores e entidades do setor, como roteiristas, atores e cineastas, expressaram preocupações sobre os possíveis efeitos da fusão, que poderia concentrar poder e impactar empregos, produção e opções disponíveis ao público.
Nos Estados Unidos, estados como Califórnia e Nova York estão considerando ações judiciais para tentar barrar a transação. A investigação na Califórnia está em andamento, com um porta-voz do procurador-geral do estado, Rob Bonta, confirmando que a apuração continua ativa.
Os acionistas da Warner já aprovaram a venda em abril, o que resultará na formação de um conglomerado que reunirá canais como CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de importantes franquias de cinema e televisão. O Departamento de Justiça dos EUA também solicitou informações sobre o negócio para avaliar seus impactos no streaming, na exibição cinematográfica e na produção de estúdios.