Um novo ataque aéreo de Israel no sul do Líbano, ocorrido nesta segunda-feira (8), resultou na morte de pelo menos 14 pessoas, conforme informações do Ministério da Saúde libanês. Os bombardeios foram realizados na cidade de Zifta, localizada no distrito de Nabatieh, e entre as vítimas estão uma mulher e uma criança síria.
O Hezbollah, grupo militante libanês, declarou ter atacado tropas israelenses em território libanês, mas não reivindicou ações dentro de Israel. Em outro incidente, um carro foi atingido por um bombardeio em Tiro, a principal cidade do sul do Líbano, onde um míssil atingiu um veículo próximo a um prédio da Cruz Vermelha Libanesa, resultando em ferimentos em quatro paramédicos devido a estilhaços de vidro.
Esses episódios ocorreram após uma série de ataques mútuos entre Israel e Irã, que quase comprometeram um cessar-fogo e aumentaram o risco de um conflito em larga escala na região. O Irã advertiu que poderia retomar as ofensivas caso Israel continuasse sua campanha militar no Líbano, enquanto autoridades israelenses afirmaram que não pretendem mudar sua estratégia.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reiterou que as Forças Armadas continuarão a agir contra o Hezbollah. Ele também alertou que os subúrbios de Beirute, reduto do Hezbollah, serão alvos de retaliações a cada ataque contra o norte de Israel.
Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irã — afirmou.
Durante o fim de semana, Israel bombardeou redutos do Hezbollah em Beirute, levando Teerã a retaliar com um ataque com mísseis. A suspensão dos ataques diretos foi anunciada após pressão pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ambos os países interrompessem as hostilidades.
Teerã defende que qualquer solução para o conflito regional deve incluir o Líbano. Embora a trégua tenha reduzido os bombardeios, os confrontos não cessaram completamente. Desde a entrada em vigor da trégua mediada pelos EUA, em 17 de abril, o governo libanês informou que Israel realizou 3.491 ataques aéreos e 407 demolições.
Desde o início da guerra, mais de 1 milhão de pessoas, cerca de um quinto da população libanesa, foram deslocadas.