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Chico Mendes defende ex-secretários no caso Padre Zé e minimiza impacto no governo

O deputado Chico Mendes comentou sobre a denúncia contra 16 pessoas no caso Padre Zé, incluindo ex-secretários, e defendeu a presunção de inocência dos investigados.
Foto: Fonte83

O deputado estadual Chico Mendes (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), se manifestou nesta segunda-feira (8) sobre a investigação do caso Padre Zé, que resultou na denúncia de 16 pessoas, entre elas os ex-secretários estaduais Tibério Limeira e Pollyanna Werton. Mendes enfatizou a importância da cautela diante das acusações e a necessidade de respeitar o devido processo legal.

Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, o parlamentar reconheceu que a situação é desconfortável para os envolvidos, mas destacou que a exposição na mídia não deve substituir a justiça.

É ruim, né? O cara fica na mídia, tá tendo que explicar. Eu acho que não é bom, ninguém gostaria de passar por isso — afirmou.

Chico Mendes reiterou que as investigações são conduzidas pelos órgãos competentes e que todos os envolvidos devem ser considerados inocentes até que se prove o contrário.

Na dúvida, pro reo. Não dá para condenar pessoas só porque foram citadas — declarou, lembrando que muitos políticos são denunciados e acabam absolvidos.

Ao ser questionado sobre o possível impacto político da investigação no governo de Lucas Ribeiro (PP), Mendes descartou essa possibilidade, afirmando que os fatos investigados ocorreram antes da atual gestão.

Lucas não foi governador da Paraíba, não era. Agora ele é governador. Então, atos que aconteceram seis, oito anos atrás aparecem agora em uma denúncia e investigação — explicou.

Apesar de sua defesa pela presunção de inocência, o deputado afirmou que, se irregularidades forem comprovadas, devem ser punidas rigorosamente.

Qualquer colaborador do governo que ficar constatada irregularidade, desvio de conduta, fraude ou até mesmo roubo de qualquer ordem, tem que haver tolerância zero

, enfatizou.

As declarações de Chico Mendes surgem após o Tribunal de Justiça da Paraíba receber uma denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga supostos desvios de recursos públicos relacionados ao Hospital Padre Zé e ao Programa Prato Cheio. Entre os denunciados estão o Padre Egídio de Carvalho, os ex-secretários e empresários, acusados de operar um esquema de pagamento de propina.

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