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Disputa presidencial no Peru: resultados parciais por região

Os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam a presidência do Peru em segundo turno. Com 95,7% das urnas apuradas, Keiko lidera com 50,1% dos votos válidos.
Foto: G1

Os candidatos Keiko Fujimori, da Força Popular, e Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, estão em uma acirrada disputa pela presidência do Peru no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (7). A apuração dos votos está em andamento.

Com 95,7% das urnas apuradas, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) informa que Keiko Fujimori possui 50,1% dos votos válidos, enquanto Roberto Sánchez contabiliza 49,9%. Quando considerados os votos dos peruanos no exterior, a apuração totaliza 93,5%, com 50,04% para Keiko e 49,96% para Sánchez.

A ONPE alertou que a divulgação do resultado final pode levar alguns dias. A apuração dos votos varia significativamente entre as regiões do país. Lambayeque, no noroeste, já tem 99,6% das urnas apuradas, enquanto Loreto, no nordeste, apresenta apenas 60,5%.

Resultados por região

Até o momento, Keiko Fujimori lidera em nove regiões, incluindo Callao (65,6%), Tumbes (64,3%) e Lima (63,5%). Por outro lado, Roberto Sánchez se destaca em 16 regiões, com forte apoio em Puno (86,5%) e Huancavelica (81,5%).

Perfil dos candidatos

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, concorre pela quarta vez à presidência, tendo sido derrotada nos segundos turnos de 2011, 2016 e 2021. No primeiro turno de 2026, obteve 17,2% dos votos válidos.

Roberto Sánchez, deputado pelo Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após receber 12% dos votos no primeiro turno. Seu apoio é predominantemente rural e em áreas afastadas.

Contexto eleitoral

As eleições de 2026 contaram com um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O cenário político do Peru é marcado pela instabilidade, com nove presidentes nos últimos dez anos, em um contexto de desconfiança generalizada da população em relação ao governo e ao Congresso.

Pesquisas indicam que 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança nas instituições, e apenas 10% se dizem satisfeitos com a democracia no país.

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