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Mulher que se passava por criança de 12 anos é investigada por estelionato

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 25 anos, foi acolhida por duas mulheres em Nova Iguaçu, onde fingiu ter 12 anos e autismo. Ela é investigada por estelionato e falsidade ideológica.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 25 anos, é alvo de investigações após ter se passado por uma criança de 12 anos com autismo. As informações foram reveladas por duas mulheres que a acolheram em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante cerca de dois meses em 2023.

Viviane Henriques e Renata Magalhães, que se apresentaram como vítimas no processo, afirmaram que Amanda pediu ajuda através das redes sociais. Viviane, que lidera o Instituto Mãos que Abençoam com Amor, relatou que Amanda alegou ter passado por situações de abuso e que seu pai a obrigava a tomar hormônios.

As duas mulheres se sensibilizaram com a situação e conseguiram doações de alimentos e roupas para Amanda, que se apresentava como Maria Eduarda. No entanto, não explicaram por que não acionaram o conselho tutelar ou as autoridades competentes.

O advogado de Amanda, Rafael Luiz Siewert, solicitou um exame de sanidade mental, o qual foi aceito pela Justiça. Ele aguarda a conclusão da perícia para tomar as medidas legais necessárias.

Renata Magalhães, nutricionista, relatou que Amanda apresentava comportamentos compatíveis com autismo e que, em algumas ocasiões, expelia agulhas pela boca. Um exame de raio-X confirmou a presença de agulhas em seu corpo.

As investigações indicaram que Amanda realizava pesquisas na internet sobre como agir como uma criança autista e como emocionar pessoas evangélicas. Renata a descreveu como

uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa

.

Amanda já havia sido alvo de inquéritos e processos por falsidade ideológica em pelo menos cinco estados, sempre se passando por uma criança e utilizando nomes diferentes desde 2018.

Recentemente, ela foi presa em flagrante em Joinville, onde se apresentava como Gabriele e alegava ter 12 anos. A polícia destacou o "alto poder de convencimento e empatia" da mulher.

Após audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva de Amanda e acolheu o pedido de exames de sanidade mental. A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito e indiciou a mulher por estelionato.

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