Os cidadãos do Peru voltam às urnas neste domingo, 7 de junho, para escolher o próximo presidente do país. A disputa no segundo turno é entre a conservadora Keiko Fujimori, do partido Força Popular, e o esquerdista Roberto Sánchez, da legenda Juntos pelo Peru.
O resultado da eleição é crucial, pois definirá os rumos da nação nos próximos cinco anos, em um contexto de forte polarização e instabilidade política. Desde 2016, o Peru já teve oito presidentes e enfrentou crises políticas, com frequentes trocas de governo e confrontos entre o Executivo e o Congresso.
Keiko Fujimori, de 51 anos, é candidata pela quarta vez e liderou o primeiro turno com 17,1% dos votos, enquanto Roberto Sánchez, de 57 anos, ficou em segundo lugar com 12%. As pesquisas recentes indicam um empate técnico, com Fujimori com 38,6% e Sánchez com 36,5% das intenções de voto, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
A eleição ocorre em um momento decisivo para a economia peruana, que é um grande produtor de cobre. A expectativa em torno do resultado eleitoral é alta, especialmente entre investidores, devido às propostas econômicas divergentes dos candidatos.
Keiko Fujimori representa a direita conservadora e defende a manutenção do modelo econômico atual, baseado na Constituição de 1993, promulgada durante o governo de seu pai, Alberto Fujimori. Apesar de ter vencido o primeiro turno, ela carrega um histórico de derrotas em eleições anteriores.
Roberto Sánchez, ex-ministro do Comércio Exterior, é visto como uma surpresa nesta eleição. Ele defende a convocação de uma Assembleia Constituinte e propõe reformas sociais para reduzir desigualdades. Sua candidatura está ligada a um discurso de transformação política e busca apoio entre setores da esquerda e eleitores rurais.
Ambos os candidatos têm desafios a enfrentar. Keiko Fujimori precisa conquistar eleitores preocupados com mudanças profundas, enquanto Sánchez, que enfrenta investigações sobre seu financiamento de campanha, busca consolidar seu apoio em um cenário eleitoral incerto.
A decisão dos eleitores neste domingo será observada de perto por governos estrangeiros e pelo mercado internacional, dada a importância estratégica do Peru na produção de minerais.