O Exército de Israel emitiu, nesta sexta-feira (5), uma ordem de evacuação para as populações das cidades de Sarafand, Tefahta, Saksakiyeh, Bablieh, Kaakaiyet Snawbar, Marwanieh, Anqoun, Arnaya e Kfarfila, localizadas no sul do Líbano. A medida foi tomada em razão de ataques iminentes na região.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Avichay Adraee, alertou a população sobre os riscos, afirmando:
Preocupados com a sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e se deslocar para o norte do rio Zahrani. Qualquer pessoa que esteja próxima a elementos do Hezbollah, suas instalações e meios de combate coloca sua vida em risco
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De acordo com o Ministério da Saúde libanês, desde o início dos ataques israelenses em 2 de março, pelo menos 3.526 pessoas perderam a vida e 10.773 ficaram feridas. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de um milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências.
No lado israelense, 27 soldados e um civil contratado foram mortos em confrontos com o Hezbollah no Líbano. Na noite de quinta-feira (4), bombardeios realizados pelas Forças de Defesa de Israel resultaram na morte de pelo menos sete pessoas no sul do Líbano, conforme informações da Defesa Civil libanesa.
Um dos ataques ocorreu próximo ao Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro, onde quatro pessoas morreram e outras sete ficaram feridas. Em outra área da cidade, os bombardeios mataram três pessoas e feriram cinco, incluindo duas crianças.
Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido mediado pelos Estados Unidos e anunciado na quarta-feira (3), os ataques israelenses e as retaliações do Hezbollah continuaram. O acordo previa a retirada do Hezbollah das áreas ao sul do rio Litani, próximo à fronteira com Israel, mas foi rejeitado pelo grupo na quinta-feira. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que
tornar o desarmamento da resistência o ponto de partida de qualquer acordo equivale a destruir o poder do Líbano e constitui uma ameaça existencial para o povo resistente
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