O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou estar aberto a um acordo de paz após a divulgação de uma carta aberta pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na última quinta-feira (4). Na carta, Zelensky propôs um cessar-fogo e sugeriu um encontro pessoal com Putin em um país neutro, como a Suíça.
Putin ressaltou que a Rússia está disposta a negociar, mas enfatizou que a Ucrânia deve aceitar as condições discutidas em uma cúpula anterior com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O líder russo reiterou que a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass é uma exigência fundamental para o início das negociações.
Além disso, Putin afirmou que a responsabilidade de convencer a Ucrânia a fazer concessões recai sobre os Estados Unidos. Ele acredita que, se Zelensky aceitar os termos propostos, o conflito poderá ser resolvido rapidamente.
Zelensky, por sua vez, criticou os 26 anos de governo de Putin e alertou que, se a guerra não terminar, o líder russo poderá enfrentar uma luta pela própria existência. Ele destacou que a Ucrânia possui recursos para prolongar o conflito, o que poderia levar a uma mudança na situação.
Analistas apontam que tanto a Rússia quanto a Ucrânia enfrentam dificuldades econômicas e sociais, o que torna o momento propício para o diálogo. O jornal italiano La Repubblica observou que a situação financeira da Rússia está se deteriorando, o que pode forçar Putin a reconsiderar sua posição.