A Justiça colombiana determinou que o candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella não pode utilizar a camisa oficial da seleção nacional em sua campanha à Presidência. A decisão, proferida por uma juíza de Bogotá, é de caráter provisório e se aplica tanto ao político quanto aos membros do movimento Defensores da Pátria.
A medida foi tomada em resposta a uma ação apresentada por um cidadão, que argumentou que o uso do uniforme da seleção em atividades eleitorais poderia associar o símbolo nacional a uma corrente política específica, excluindo assim colombianos que não apoiam De la Espriella. A juíza Aura Luz Forero, ao analisar o caso, considerou que a exibição frequente da camisa em eventos de campanha poderia levar a população a relacionar a seleção com o candidato.
Com a decisão, a camisa da seleção não poderá ser utilizada em eventos de campanha, publicações em redes sociais, entrevistas, propagandas ou qualquer outro material de divulgação política. A equipe jurídica de De la Espriella já anunciou que pretende contestar a decisão na Justiça, afirmando que seus apoiadores devem continuar a demonstrar orgulho pelo país.
A Federação Colombiana de Futebol, por sua vez, declarou que não apoia candidatos e mantém uma posição neutra em relação ao processo político do país.
O primeiro turno das eleições colombianas ocorreu no último domingo (31 de maio), onde De la Espriella obteve 43,74% dos votos, liderando a disputa com uma vantagem de mais de 673 mil votos sobre o senador Iván Cepeda, que recebeu 40,90%. Os dois candidatos se enfrentarão no segundo turno, marcado para 21 de junho.