Search

Suprema Corte dos EUA aprova mapa eleitoral do Alabama que favorece Republicanos

A Suprema Corte dos EUA autorizou o Alabama a usar um novo mapa eleitoral que reduz a representação de eleitores negros, beneficiando o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.
Foto: G1

Na terça-feira, 2 de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu permitir que o Alabama adotasse um novo mapa eleitoral que favorece o Partido Republicano. Essa mudança elimina um dos dois distritos onde os eleitores negros têm maioria ou quase maioria, o que pode impactar a representação política da população negra no estado.

A decisão da Suprema Corte suspendeu uma determinação anterior de um tribunal inferior que havia bloqueado a implementação do novo mapa, argumentando que ele discriminava intencionalmente os eleitores negros, violando a Constituição dos EUA. O mapa em questão é projetado para transferir o controle de um distrito da Câmara dos Representantes dos EUA, atualmente ocupado por um congressista democrata negro, para os republicanos.

Os republicanos do Alabama alegaram que a não adoção do novo mapa causaria "danos irreparáveis" aos eleitores, afirmando que o mapa aprovado pelo tribunal inferior não atenderia aos objetivos legítimos de zoneamento do estado. Por outro lado, advogados do Fundo de Defesa Legal da NAACP, que representa eleitores negros, contestaram essa afirmação, ressaltando que os estados não devem promover a discriminação racial.

A disputa sobre o mapa eleitoral do Alabama ocorre em um contexto mais amplo de redistritamento em estados do Sul, onde legisladores republicanos buscam aproveitar uma decisão da Suprema Corte que enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto. Essa lei, criada em 1965, visa impedir a discriminação no voto.

O litígio sobre o mapa do Alabama tem se arrastado por anos, com o painel de juízes federais anteriormente considerando o mapa proposto discriminatório. A população negra representa cerca de um quarto da população do Alabama, e a nova configuração pode reduzir a representação política desse grupo.

A decisão da Suprema Corte foi dividida, com os três juízes liberais do tribunal expressando preocupação com a possibilidade de que o novo mapa ainda violasse a Lei dos Direitos de Voto. A questão do redistritamento é complexa e tradicionalmente ocorre a cada dez anos, mas a atual disputa é considerada incomum por acontecer no meio da década.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE