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Hezbollah rejeita acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano

O Hezbollah não aceitou o cessar-fogo mediado pelos EUA, que exigia a retirada de suas forças do sul do Líbano. O grupo considera as negociações humilhantes e sem valor.
Foto: Imagem colorida mostra membro do Hezbollah - Metrópoles

O grupo libanês Hezbollah manifestou sua rejeição ao acordo de cessar-fogo negociado na quarta-feira (3) entre Israel e o Líbano, mediado pelos Estados Unidos. O acordo previa a retirada dos membros armados do Hezbollah das áreas do sul do Líbano, próximas à fronteira com Israel.

Naim Qassem, líder do Hezbollah, afirmou que

tornar o desarmamento da resistência o ponto de partida de qualquer acordo equivale a destruir o poder do Líbano e constitui uma ameaça existencial para o povo resistente

. O Hezbollah considera as negociações, nas quais não teve representantes, como "fúteis, humilhantes e vergonhosas para o Líbano", sendo rejeitadas por amplas parcelas da população libanesa.

Apesar do acordo de cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque com drones contra o Líbano nesta quinta-feira. Um cessar-fogo entre os dois países já estava em vigor desde 17 de abril, mas não foi respeitado nem pelo Exército israelense nem pelo Hezbollah. Desde então, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou mais de 600 mortes no Líbano.

Qassem declarou que o Hezbollah estaria aberto a um acordo mais abrangente, afirmando:

Estamos comprometidos apenas com o fim da agressão global, com um cessar-fogo e com a retirada de Israel. O cessar-fogo deve ser abrangente; não haverá fragmentação entre o Sul e o restante do Líbano, nem liberdade para o inimigo israelense matar no Líbano. Enquanto a ocupação existir, a resistência continuará

.

Os ataques israelenses ao Líbano também complicam as negociações de paz entre Irã e Estados Unidos, uma vez que o Irã considera o fim dos ataques ao território libanês como uma condição essencial para um acordo diplomático. O Hezbollah é um grupo que mantém alinhamento ideológico com o regime iraniano e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

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