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Campanha internacional pede mudanças na Fifa antes da Copa de 2026

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a organização FairSquare lança campanha para pressionar a Fifa por mudanças em sua governança e denunciar Gianni Infantino.
Foto: fifa

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a organização britânica de direitos humanos FairSquare iniciou uma campanha internacional para exigir mudanças na estrutura de governança da Federação Internacional de Futebol (Fifa). O foco da iniciativa é aumentar as cobranças contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, em virtude de sua suposta falta de neutralidade política.

A campanha, chamada Reboot Fifa, foi lançada em 4 de junho e visa coletar assinaturas para uma denúncia ética contra Infantino, que será apresentada ao Comitê de Ética da Fifa após o Mundial. Os organizadores esperam que essa se torne a maior reclamação já feita à entidade sobre a conduta de seus dirigentes.

A FairSquare já havia apresentado uma representação em dezembro de 2025, acusando Infantino de violar o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que exige neutralidade política de seus membros. As críticas se intensificaram após o dirigente manifestar apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em eventos como uma Cúpula pela Paz organizada pela Casa Branca e ao conceder um prêmio da paz a Trump, justificando que ele teria contribuído para a "resolução de conflitos internacionais".

Além da denúncia ética, a campanha busca canalizar a insatisfação crescente entre torcedores e entidades ligadas ao futebol, especialmente em relação aos altos preços dos ingressos para a Copa, que é considerada a "Copa mais cara das Copas". Os ingressos variam de aproximadamente US$ 100 a US$ 6,3 mil, com pacotes premium para a final podendo ultrapassar R$ 160 mil. A Fifa espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões apenas com a venda de ingressos.

A FairSquare também defende uma reforma na governança da Fifa, propondo maior transparência na administração, auditorias independentes sobre os bilhões de dólares distribuídos às federações nacionais e a separação das atividades comerciais, regulatórias e administrativas da entidade.

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