Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibiu um cartaz em resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o sistema de pagamentos Pix é uma criação de seu antecessor. A polêmica em torno do Pix ganhou destaque após o governo dos Estados Unidos citar o sistema como uma das razões para a proposta de tarifa de 25% sobre empresas brasileiras.
O governo Trump argumenta que o Banco Central do Brasil favorece o sistema de pagamentos nacional em detrimento das empresas americanas do setor financeiro. Os EUA classificam o Pix como "campeão nacional" e afirmam que o "duplo papel" do Banco Central, como regulador e operador do sistema, gera um conflito de interesses.
A campanha de Lula pretende utilizar o Pix como uma bandeira eleitoral, fazendo um paralelo com a defesa das urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. O sistema de pagamentos foi desenvolvido por uma equipe técnica do Banco Central durante o governo de Michel Temer, em 2018, e foi lançado em novembro de 2020, sob a gestão de Jair Bolsonaro.
O Pix entrou em operação plena em 16 de novembro de 2020, colocando o Brasil entre os países com um sistema de pagamentos instantâneos. Em 2016, o então presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já havia sinalizado a intenção de lançar uma ferramenta inspirada no Zelle, uma plataforma similar que havia sido anunciada nos Estados Unidos.
Em maio de 2018, seis meses antes da eleição que levou Bolsonaro à presidência, o Banco Central instituiu um grupo de trabalho para discutir pagamentos instantâneos, abordando temas como segurança e agilidade.