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Rubio acumula cargos e prioriza hegemonia dos EUA na América Latina

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem se posicionado como um dos principais defensores da política externa de Trump, focando na hegemonia americana na América Latina e criticando governos de esquerda.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem acumulado funções sob a administração de Donald Trump, com foco na hegemonia americana na América Latina. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o chamou de "anti-América Latina", destacando a relação tensa entre o Brasil e o governo republicano.

Rubio, que é aliado da família Bolsonaro, se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante a visita deles a Washington. Desde então, ele anunciou a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, uma medida que gerou descontentamento no governo brasileiro.

Em uma audiência no Senado americano, Rubio excluiu o Brasil do grupo de países amigos dos EUA na América Latina, colocando-o ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia. O secretário é conhecido por suas críticas a regimes de esquerda na região, tendo se destacado desde sua entrada na política em 1999.

Sob a administração Trump, Rubio tem articulado a visão de que crime organizado, regimes de esquerda e imigração são interligados, resultando no enfraquecimento da influência americana no continente. Sua primeira viagem internacional como secretário foi a países da América Central, como Panamá e El Salvador, que são vistos como aliados no combate ao crime.

A Venezuela se tornou o principal alvo da política externa de Rubio, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro por militares americanos. Desde então, o país tem sido administrado pela vice-presidente Delcy Rodríguez, sob supervisão dos EUA.

Rubio também intensificou o bloqueio a Cuba, que resultou em uma crise humanitária na ilha. Ele afirmou que os EUA buscam uma nova relação com Cuba, mas que esta deve ser feita diretamente com o povo cubano.

Apesar de acumular o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional, Rubio tem se mantido afastado de negociações sobre conflitos no Irã e na Ucrânia, delegando essas funções a outros membros do governo.

Embora tenha sido crítico de Trump no passado, Rubio agora se posiciona como um de seus principais defensores, buscando consolidar sua influência na política externa americana.

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