A próxima Copa do Mundo, marcada para 2026, promete ser um grande impulso para o setor de apostas, com receitas estimadas em mais de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 251 bilhões). O especialista em apostas Darren Small, da Sportradar, destacou que esse montante será significativamente maior do que o registrado na edição de 2022, principalmente devido à ampliação do torneio, que contará com 48 seleções, em comparação às 32 que participaram no Catar.
David Stevens, chefe de Relações Públicas da casa de apostas Coral, afirmou que
o tamanho e o alcance deste torneio garantem que ele será o maior evento de apostas da história
. Além disso, Small observou que os apostadores estão cada vez mais interessados nas performances individuais dos jogadores, ao invés de apenas apostar na vitória ou derrota das equipes.
Esperamos um grande interesse nas apostas especiais sobre jogadores e no que chamamos de 'bet builders', ou opções de apostas personalizadas
, acrescentou Small. Esse tipo de aposta permite que os clientes criem narrativas, como prever que um time vencerá, que ambos os times marcarão e que um jogador específico fará um gol.
Entre os favoritos ao título, Small destacou a Argentina e a França, com a Inglaterra também recebendo um número significativo de apostas para conquistar seu segundo troféu após 60 anos. O especialista mencionou que, embora a Inglaterra seja a terceira favorita entre os apostadores britânicos, a natureza global do negócio atenua o impacto financeiro de uma possível vitória.
O torneio, que terá início em 11 de junho, também gera interesse em torno de quem será o artilheiro, com Kylian Mbappé e Erling Haaland sendo os mais apostados. No entanto, Small se mostrou intrigado com o atacante neozelandês Ben Waine, que surpreendentemente figura entre os principais candidatos a artilheiro.
Por fim, Small comentou sobre os desafios logísticos que a distribuição das partidas nos Estados Unidos, Canadá e México pode trazer, especialmente em relação aos horários dos jogos para o público europeu. Apesar do baixo interesse atual em apostas para um título dos Estados Unidos, ele acredita que a situação pode mudar caso o país vença o torneio.