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EUA propõem tarifa de 12,5% com isenções para alimentos e minérios

Os EUA sugerem uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, mas isentam alimentos e minérios. A decisão se baseia em falhas na proibição de trabalho forçado.
Foto: EUA

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação que recomenda a imposição de uma tarifa de 12,5% sobre produtos importados do Brasil e de outros 59 países. A medida é justificada pela falha desses países em barrar a importação de produtos feitos com trabalho forçado, o que, segundo os EUA, gera concorrência desleal.

Apesar da tarifa proposta, uma lista de produtos foi elaborada com recomendações para isenção da sobretaxa. Entre os itens isentos estão materiais informativos, doações, aço, alumínio e uma ampla gama de produtos alimentares, como carnes, frutas e café, além de minerais e produtos químicos.

A lista de isenções inclui produtos como cortes de carne bovina, tomates, bananas, café, cacau e diversos sucos de frutas. Também estão isentos minérios como cobre, níquel e alumínio, além de metais preciosos como ouro e prata.

A investigação identificou que 54 países, incluindo o Brasil, não implementaram medidas legais para proibir a importação de produtos oriundos de trabalho forçado. Outros seis países, como Canadá e União Europeia, falharam em aplicar essas medidas.

A recomendação de taxação do Brasil em 25% por práticas comerciais desleais foi feita em uma investigação anterior, que concluiu que certas políticas brasileiras são "irrazoáveis ou discriminatórias" e afetam o comércio dos EUA.

As tarifas propostas não serão aplicadas automaticamente. As recomendações do USTR serão discutidas em audiências públicas programadas para julho, e a decisão final caberá ao presidente dos EUA.

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