O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou, nesta terça-feira (2/6), a recomendação de uma taxação adicional sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. As taxas variam entre 10% e 12,5%, dependendo da gravidade das falhas em legislações que proíbem a importação de produtos provenientes de trabalho forçado.
A investigação concluiu que 54 países, entre eles o Brasil, não conseguiram estabelecer medidas legais eficazes para impedir a importação de produtos relacionados ao trabalho forçado, resultando em uma taxa recomendada de 12,5%. Além do Brasil, a lista inclui países como China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça.
Outros seis países foram identificados como falhando na aplicação dessas medidas legais, o que implica em ações de fiscalização, investigações e apreensões. Esses países são: Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.
A conclusão da investigação ocorre um dia após outra recomendação que sugere uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, devido a práticas comerciais consideradas desleais. Essa investigação apontou que certas políticas e práticas do Brasil são
irrazoáveis ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos EUA
, o que poderia levar a ações judiciais.
As recomendações do USTR não são aplicadas automaticamente. Elas passarão por audiências públicas programadas para julho, e a decisão final ficará a cargo do presidente Donald Trump.