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María Corina critica Delcy e pede transição na Venezuela

Em entrevista em Oslo, María Corina Machado pressionou Delcy Rodríguez a aceitar um processo de transição democrática na Venezuela, destacando a urgência de novas eleições no país.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

María Corina Machado, opositora venezuelana, fez um apelo à líder interina Delcy Rodríguez durante uma entrevista em Oslo, na Noruega. Corina enfatizou a importância de uma transição democrática na Venezuela, sugerindo que a atual situação representa uma oportunidade para Rodríguez.

Essa é uma situação ganha-ganha. Em termos de segurança, de paz, energia, migração. Uma transição ordenada na democracia venezuelana é o que todos querem e é até a melhor oportunidade que Delcy Rodríguez tem agora — afirmou Corina.

A ganhadora do Nobel da Paz também intensificou a pressão sobre o governo dos Estados Unidos, solicitando a marcação de novas eleições na Venezuela e confirmando sua intenção de concorrer ao pleito. O ex-candidato opositor Edmundo González, que assumiu a candidatura após Corina ser impedida de concorrer, manifestou apoio à aliada.

Questionada sobre o comprometimento dos EUA com o processo, especialmente após elogios de Donald Trump à gestão de Delcy, Corina destacou que há apoio de Washington. Ela mencionou um plano de três fases apresentado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que inclui estabilização, recuperação e transição para a democracia.

Corina também expressou preocupação com a situação atual na Venezuela, onde a expectativa por eleições cresce rapidamente.

A situação econômica é horrível, as pessoas passam fome, as aposentadorias são menos de 1 dólar por mês — disse. Ela ressaltou a importância de um processo eleitoral pacífico e cívico.

Atualmente exilada no Panamá, Corina desafiou Delcy a participar das eleições, afirmando que isso demonstraria disposição para ajudar no avanço do processo democrático.

Corina está em Oslo para participar do Oslo Freedom Forum, um evento de direitos humanos que reúne ativistas de todo o mundo. Sua visita à Noruega também visa angariar apoio junto aos Estados-membros da União Europeia, após passagens por Itália, Espanha e Portugal.

Ela destacou que a Europa tem sido um aliado constante e que a atenção internacional é crucial neste momento.

As coisas estão avançando na Venezuela. O regime está tomando decisões para desmantelar sua própria estrutura repressiva e de corrupção, mas se não sentirem a pressão, voltarão a fazer o que costumavam fazer

, alertou.

Corina também mencionou que mais de 600 presos políticos foram libertados desde janeiro e que há um crescente movimento de retorno de opositores ao país.

Estamos vendo sindicatos, trabalhadores, professores, mães e estudantes voltando às ruas. Portanto, as coisas estão avançando mais rapidamente na Venezuela do que pode parecer visto de fora — concluiu.

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