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Rubio destaca aliados dos EUA na América Latina, exclui Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a América Latina possui muitos aliados dos Estados Unidos, mas deixou o Brasil de fora da lista. Lula criticou a postura de Rubio em relação ao país.
Foto: G1

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu a política externa do governo americano para o Hemisfério Ocidental, destacando a presença de uma "coalizão de países amigos" na América Latina. No entanto, ele fez questão de mencionar o Brasil como uma exceção entre os aliados.

Rubio afirmou:

É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos

.

A declaração de Rubio gerou uma rápida reação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou o secretário. Lula comentou sobre um relatório dos EUA que sugere a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, afirmando que Rubio é "anti-América Latina" e que já havia expressado essa opinião ao ex-presidente Donald Trump.

Além de abordar a situação na América Latina, Rubio também se pronunciou sobre a guerra no Oriente Médio, negando que as negociações de paz com o Irã tenham sido interrompidas. Ele afirmou que o governo iraniano concordou em discutir aspectos de seu programa nuclear, um dos principais pontos de discórdia entre os dois países.

No entanto, fontes do governo iraniano informaram que as conversas entre negociadores iranianos e norte-americanos não ocorrem "há dias", em resposta a ataques israelenses no Líbano, que têm comprometido o cessar-fogo vigente.

A audiência de Rubio no Congresso, que é a primeira desde o início do conflito no Oriente Médio, está sendo acompanhada de perto, especialmente em relação ao custo da guerra e suas implicações econômicas, à medida que se aproximam as eleições legislativas nos EUA.

O secretário de Estado, que já foi senador, participará de outra audiência no Senado na quarta-feira (3). A situação política interna dos EUA e a condução da guerra têm gerado debates acalorados entre os parlamentares, refletindo a crescente divisão dentro do Partido Republicano.

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