Imagens gravadas no Campo IV, o último acampamento antes do cume do Monte Everest, mostram uma quantidade significativa de lixo acumulado, incluindo barracas abandonadas e cilindros de oxigênio. A autora da publicação, Angelina, compartilhou o vídeo em sua conta no Instagram, descrevendo o local como um "cemitério de equipamentos de escalada".
O Campo IV, situado a 7.920 metros de altitude, é o acampamento mais alto do mundo e serve como base para montanhistas que buscam alcançar os 8.849 metros do Everest, a montanha mais alta do planeta. As imagens revelam barracas espalhadas pela neve, algumas montadas e outras rasgadas, além dos fortes ventos que contribuem para a deterioração dos equipamentos deixados para trás.
A situação do lixo no Everest já havia sido denunciada pela página especializada Everest Today, que destacou que o local, que deveria ser um dos mais extraordinários da Terra, se tornou um símbolo da comercialização do Everest.
Barracas abandonadas, cilindros de oxigênio vazios, latas de comida, equipamentos danificados e outros resíduos estão espalhados pelo Campo IV — afirmou a publicação.
Nos comentários do vídeo, internautas expressaram indignação com a situação. Um usuário comentou: "É a lixeira mais alta do mundo", enquanto outro pediu:
Como cidadã deste planeta, peço: parem com isso e limpem esse lugar
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Todos os anos, centenas de pessoas tentam escalar o Everest. Desde a primeira conquista de Edmund Hillary e Tenzing Norgay, em 1953, milhares de alpinistas já chegaram ao cume. Em 2026, um novo recorde foi registrado, com 274 pessoas alcançando o topo em um único dia.
Apesar das iniciativas de limpeza realizadas ao longo dos anos, a remoção de resíduos continua sendo um desafio devido às condições climáticas extremas e à altitude elevada. Em 2024, uma equipe de sherpas e militares do Nepal retirou cerca de 11 toneladas de lixo do Everest, além de recuperar quatro corpos, alguns dos quais estavam na montanha há quase sete décadas.
O aumento do turismo de aventura também gerou preocupações. Em setembro de 2025, o governo do Nepal reajustou o valor da licença para escalar o Everest, que passou de US$ 11 mil para US$ 15 mil, refletindo a crescente demanda.