Na quarta-feira, 28 de maio, o governo dos Estados Unidos anunciou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão classificados como organizações terroristas. A decisão gerou ampla repercussão na imprensa norte-americana.
O anúncio ocorreu na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Os EUA caracterizaram o PCC e o CV como
as organizações criminosas mais violentas do Brasil
, afirmando que esses grupos têm milhares de integrantes e são responsáveis por "ataques brutais" contra policiais, autoridades e civis.
A mídia dos EUA destacou os possíveis impactos políticos, econômicos e diplomáticos da decisão. Além disso, reportagens mencionaram a preocupação do governo brasileiro com a possibilidade de sanções e questionamentos sobre a soberania nacional.
A agência Associated Press observou que a classificação ocorre em um momento crítico, próximo às eleições presidenciais brasileiras. A reportagem lembrou que o presidente Lula criticou a medida, considerando-a uma interferência externa.
O canal conservador Newsmax informou que as facções brasileiras receberão duas classificações distintas: Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. Rubio enfatizou que essas gangues são algumas das mais violentas do Brasil, com influência que se estende pela região e até os Estados Unidos.
A Bloomberg também destacou que a decisão pode intensificar as tensões entre Trump e Lula, além de aumentar a relevância do debate sobre segurança pública nas eleições. O governo brasileiro vê a designação como uma possível justificativa para ações militares dos EUA em seu território, especialmente em um contexto de frequentes ataques aéreos contra narcotraficantes no Caribe.
Por fim, a medida pode gerar incertezas no sistema financeiro brasileiro, à medida que bancos e empresas tentam compreender os impactos práticos da classificação das facções como organizações terroristas.