A seleção brasileira enfrenta um desafio com a lesão de Neymar, que foi diagnosticada como grau 2, indicando uma ruptura parcial das fibras musculares na panturrilha direita. O exame foi realizado pelo departamento médico da equipe em Teresópolis.
O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, informou que Neymar se apresentou na Granja Comary e passou por exames complementares, incluindo uma ressonância magnética.
Ele segue em tratamento. A expectativa é que no prazo de duas a três semanas esteja liberado — afirmou Lasmar.
Com a estreia do Brasil no Grupo C marcada para 13 de junho, contra Marrocos, a possibilidade de Neymar estar disponível é considerada remota. Após essa partida, a seleção enfrentará o Haiti em 19 de junho e a Escócia em 24 de junho.
A situação gerou desconforto na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e na comissão técnica, que acreditam que Neymar e o Santos não foram transparentes sobre a gravidade da lesão, ocorrida em 17 de maio, durante uma partida contra o Coritiba.
Na ocasião, Neymar foi substituído e, após o jogo, comentou que se sentia apto a continuar jogando. Desde então, ele não participou mais de partidas, e a lesão foi inicialmente tratada como um edema.
Na última terça-feira, Neymar esteve presente em um jogo do Santos, onde foi questionado sobre sua condição física e respondeu de forma irônica. Os médicos do Santos, por sua vez, mantiveram um discurso reservado sobre o estado do jogador.
Após os exames realizados na quarta-feira, a CBF anunciou que Neymar passaria por avaliações adicionais. Na manhã de quinta-feira, Lasmar confirmou a gravidade da lesão, que pode levar à sua exclusão da lista de convocados para o início da Copa.