A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou significativamente com novos ataques realizados por ambos os lados. Na quarta-feira, as forças armadas dos EUA bombardearam alvos no sul do Irã, enquanto, no dia seguinte, Teerã anunciou ter atacado uma base americana, marcando os confrontos mais graves desde o início do cessar-fogo em abril.
O presidente Donald Trump desmentiu informações veiculadas pela mídia iraniana sobre um suposto acordo que permitiria a Teerã o controle do Estreito de Ormuz. Um oficial americano informou que, durante a noite, quatro drones iranianos foram abatidos e uma estação de controle em Bandar Abbas foi atingida, onde um quinto drone estava prestes a ser lançado. Segundo o oficial, essas ações foram defensivas e visavam manter o cessar-fogo.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã teria disparado contra um petroleiro americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz, obrigando-o a recuar. Em resposta, os militares dos EUA atacaram uma área desabitada próxima a Bandar Abbas, sem relatos de vítimas ou danos significativos.
A Guarda Revolucionária do Irã também anunciou um ataque a uma base americana, embora não tenha especificado qual. O Exército do Kuwait relatou estar sob ataque por mísseis e drones. Além disso, a televisão estatal iraniana divulgou um memorando que indicaria a reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz sob controle iraniano e em cooperação com Omã, enquanto os EUA suspenderiam seu bloqueio naval.
Trump, no entanto, reafirmou que ninguém controlará o estreito, enfatizando que se trata de águas internacionais. Ele alertou que Omã deve agir de acordo ou enfrentará consequências. Ebrahim Azizi, presidente do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, comentou que a retórica de Trump não fará com que Teerã recue de suas exigências, destacando a continuidade das divergências entre os dois países.