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Acordo entre EUA e Irã prevê gestão iraniana do Estreito de Ormuz

Um memorando de entendimento entre Irã e EUA prevê a retirada das forças americanas e a reabertura do Estreito de Ormuz em 30 dias, com gestão iraniana do tráfego marítimo.
Foto: G1

Um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos foi revelado por uma emissora estatal iraniana, indicando que as forças militares dos EUA se retirarão das proximidades do Irã e suspenderão o bloqueio naval. Em troca, o Irã se compromete a restaurar o número de navios comerciais no Estreito de Ormuz aos níveis anteriores ao conflito em um prazo de 30 dias.

O acordo, no entanto, não abrange embarcações militares. A gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz ficará sob responsabilidade do Irã, em colaboração com Omã. Se um acordo final for alcançado em 60 dias, ele será submetido ao Conselho de Segurança da ONU como uma resolução vinculativa.

Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, expressou otimismo em relação à continuidade das negociações, afirmando que a possibilidade de um novo conflito com os EUA é baixa. Ele destacou que as Forças Armadas estão em alerta, mas enfatizou a fraqueza do inimigo.

A declaração de Akbarzadeh ocorreu após o Irã acusar os EUA de violar um cessar-fogo em vigor desde abril, alertando que medidas de represália poderiam ser adotadas após ataques recentes. A guerra no Oriente Médio, que começou em fevereiro, se espalhou rapidamente, afetando a região e o mercado global de energia.

O Ministério da Inteligência iraniano afirmou que os EUA e Israel continuam a buscar a desestabilização da República Islâmica. A situação no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio internacional de petróleo, permanece tensa, com o Irã efetivamente bloqueando a passagem e os EUA respondendo com um bloqueio naval.

Recentemente, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou a derrubada de um drone americano que havia invadido seu espaço aéreo. O porta-voz do Comando Central dos EUA confirmou ataques em legítima defesa contra forças iranianas. Apesar das hostilidades, o secretário de Estado americano afirmou que um acordo de paz ainda é viável.

No sul do Líbano, a situação também é crítica, com ataques israelenses resultando em várias mortes, incluindo crianças. O Irã exige que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates entre Israel e o Hezbollah continuam. O primeiro-ministro israelense prometeu intensificar as operações contra o grupo armado.

As negociações entre Irã e EUA seguem em andamento, com uma delegação iraniana retornando recentemente de uma visita ao Catar. O governo iraniano está finalizando um projeto de 14 pontos para um acordo que visa encerrar o conflito.

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