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Zema considera alianças para fortalecer candidatura de direita

O ex-governador de Minas, Romeu Zema, manifestou a possibilidade de alianças no primeiro turno para apoiar uma candidatura de direita alternativa a Flávio Bolsonaro, destacando sua boa relação com Ronaldo Caiado.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou que está aberto a formar alianças ainda no primeiro turno. O objetivo é fortalecer uma candidatura de direita que possa competir com o senador Flávio Bolsonaro, atualmente em destaque nas pesquisas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As declarações de Zema ocorreram durante um evento com investidores em São Paulo, logo após a divulgação de áudios que envolvem Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-governador mencionou Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, como um potencial aliado e ressaltou que as definições sobre composições políticas devem ser feitas próximo ao prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Zema comentou que as decisões políticas costumam ser tomadas na última hora, afirmando:

Essas conversas sempre acontecem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ocorrer na data limite.

O calendário eleitoral estipula até 15 de agosto para o registro oficial das candidaturas.

O ex-governador acredita que o cenário político pode mudar até a reta final da disputa presidencial, afirmando que sua pré-campanha seguirá até o fim. Ele também destacou a boa relação com Caiado, brincando sobre a possibilidade de ser vice: “Não pode ser o contrário?”.

Zema mencionou a proximidade entre Minas Gerais e Goiás, ressaltando a convivência com outros governadores e a criação de um consórcio com sete deles. Apesar de considerar alianças, ele enfatizou que os candidatos da direita devem se unir em um eventual segundo turno contra Lula, declarando:

Nós vamos estar juntos contra o grande objetivo nosso, que é combater a esquerda.

Durante o evento, Zema também criticou Flávio Bolsonaro, sem citá-lo diretamente, afirmando que o eleitor não aceitaria candidatos associados a “banqueiro bandido”. Em uma pesquisa recente, Lula aparece com 47% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 43%.

Além disso, Zema criticou programas sociais, argumentando que o modelo atual de distribuição de renda contribui para a dependência do Bolsa Família. Ele mencionou a necessidade de regras mais rígidas para beneficiários que rejeitam oportunidades de emprego, embora reconheça a importância de políticas sociais para grupos vulneráveis.

Na área de segurança pública, Zema criticou a condução das políticas nacionais, sugerindo que deveriam ser coordenadas por profissionais da área policial.

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