Uma postagem recente publicada por uma página, infelizmente, conhecida de Campina Grande tentou vender à população a ideia de que a vereadora Kallyna Dias possui um “mandato apagado”, que “entrou calada e segue calada”.
A frase é forte. Mas a apuração, pra variar, é inexistente. E é justamente aí que começa o problema.
Porque qualquer estudante do primeiro período de Jornalismo aprende uma regras básicas da profissão: antes de publicar uma acusação, APURE, consulte documentos, cheque informações, ouça os envolvidos, analise dados públicos e, por fim, não menos importante, investigue.
Mas aparentemente isso virou artigo de luxo para uma parte do pseudojornalismo político atual, que prefere fabricar narrativas sensacionalistas para alimentar vaidades políticas, agradar grupos específicos ou simplesmente tentar destruir reputações de quem começa a crescer politicamente.
O mais grave não é nem a crítica. Crítica é legítima. A democracia vive dela.
O grotesco é publicar uma narrativa inteira sem sequer fazer o mínimo esforço intelectual de acessar o SAPL da Câmara Municipal de Campina Grande e verificar a atuação parlamentar da vereadora. Sim, bastava uma pesquisa simples. Mas talvez seja exatamente isso que incomode tanto: os fatos.
Porque ao contrário da ficção política criada contra a vereadora Kallyna Dias, a atuação parlamentar dela é pública, documentada e facilmente verificável.
Em pouco tempo de mandato, a vereadora já protocolou projetos relevantes ligados à saúde pública, inclusão, direitos das mulheres, causa autista e fortalecimento social.
Faço questão de destacar alguns deles, após uma pesquisa rápida no site da Câmara Municipal de Campina Grande. Vejamos
Pedido de informações sobre o fechamento das farmácias da atenção básica e implantação do programa “Farmácia Campina”; Programa municipal de capacitação e empoderamento feminino; Informativo municipal de orientação para famílias de pessoas com TEA; Programa de combate à violência política contra a mulher; Divulgação dos direitos dos pacientes nas unidades de saúde; Incentivo às boas práticas da enfermagem.
Isso é “mandato apagado”? Acredito piamente que não! Apagada estava a vontade de apurar de quem escreveu a “matéria”.
E não para por aí. Os requerimentos protocolados pela parlamentar incluem pedidos de drenagem, limpeza urbana, reconstrução de ponte, esgotamento sanitário, pavimentação, passarela na BR-230, fiscalização urbana e melhorias estruturais em diversos bairros.
Enquanto alguns fazem “jornalismo” rasteiro, Kallyna faz política séria; política de rua; política de escuta da população; política de acolhimento de demandas da população campinense.
A apuração, ainda mostra visitas técnicas, fiscalização em hospitais, diálogo com entidades de pessoas com deficiência, acompanhamento de mães atípicas, fiscalização no Hospital da Criança, atuação junto ao DNIT e escuta popular nos bairros.
Mas talvez nada disso importe para quem já senta diante do computador com o texto pronto antes mesmo da apuração começar.
O jornalismo brasileiro vive uma tragédia ética justamente porque muitos resolveram trocar a investigação pela conveniência. Hoje existe uma geração de “comunicadores políticos” que não sabe diferenciar opinião de informação. Não sabe diferenciar crítica de difamação. Não sabe diferenciar manchete de linchamento moral.
E pior: não fazem a menor questão de saber. O objetivo não é informar. É atingir. É agredir. É difamar. É ganhar likes. É buscar engajamento, mesmo que custe difamar o trabalho de uma parlamentar atuante. Isso deixa alguns “homens” extremamente preocupados, principalmente os sem caráter.
E quando o alvo é uma mulher que começa a ganhar visibilidade política, o ataque costuma vir carregado de ironias rasteiras, desqualificação pessoal e tentativas desesperadas de diminuir sua trajetória.
Só esqueceram de um detalhe: Kallyna Dias não surgiu do nada. Não foi criada em laboratório. Não é experimento. É profissional da saúde. É mãe. É mulher. É parlamentar. E enfrenta uma rotina que muitos homens da política ou do jornalismo rasteiro, jamais suportariam enfrentar por uma semana sequer.
Enquanto muitos
analistas políticos de beira de botequim
vivem de narrativas, ela divide sua vida entre mandato, profissão, população e família.
Aliás, é curioso perceber como certos setores da velha política toleram décadas de silêncio de alguns parlamentares homens, mas se incomodam profundamente quando uma mulher recém-chegada ocupa espaço, apresenta pautas e ganha identificação popular.
A reação popular à postagem foi, inclusive, humilhante para quem tentou descredibilizá-la. Mais de 60 comentários espontaneamente surgiram em defesa da vereadora.
E não são militantes pagos. São cidadãos e, talvez, eleitores que conhecem sua competência que decidiram expor suas opiniões a respeito de Kallyna Dias.
Uma seguidora escreveu:
Essa matéria não procede. Kallyna está trabalhando pelas melhorias da cidade.
Outro comentário desmontou completamente a narrativa da postagem:
Ela chegou agora e já fez mais do que outros que estão lá há anos.
Uma internauta foi ainda mais direta:
Só se joga pedras em árvores que dão frutos.
E talvez essa seja a frase que melhor resume toda essa história. Porque ninguém perde tempo atacando quem é irrelevante ou joga pedras em cachorro morto.
O incômodo existe justamente porque Kallyna Dias começou a ocupar espaço. E começou a ocupar espaço trabalhando.
É claro que a vereadora pode e deve ser criticada quando necessário. Todo agente público deve ser fiscalizado. Mas fiscalização séria exige honestidade intelectual. Exige estudo. Exige acompanhamento. Exige responsabilidade.
O que não se pode aceitar é transformar páginas políticas em instrumentos de assassinato de reputações movidos por vaidade, ressentimento político, fogo amigo, pix ou interesses obscuros.
Definitivamente, isso não é jornalismo. É panfletagem mal-intencionada disfarçada de notícia. E quem vive a política de Campina Grande há décadas sabe exatamente distinguir uma coisa da outra.
Jornalista de verdade não cria factoide. Jornalista de verdade apura, informa e presta serviço relevante à população!
E quem precisou recorrer a uma manchete vazia para atacar a vereadora Kallyna Dias acabou produzindo apenas duas coisas: uma exposição pública da própria falta de credibilidade e uma enxurrada de opiniões e elogios de quem a conhece e ao seu trabalho.
Por Simone Duarte
Fonte: Simoneduarte