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Embaixadas mantêm atividades em Kiev apesar de ameaças russas

Após um pedido inusitado da Rússia para evacuação de estrangeiros em Kiev, embaixadas permanecem abertas. A situação se agrava com ataques aéreos e reações internacionais.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O recente pedido da Rússia para que cidadãos e diplomatas deixem Kiev, em meio a um ataque massivo a centros de decisão do governo ucraniano, não resultou em mudanças nas operações das embaixadas na capital. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um alerta, sugerindo que moradores se afastem de prédios governamentais e militares.

No dia anterior, Moscou lançou um ataque com 600 drones e 90 mísseis balísticos, incluindo um novo modelo voltado para conflitos nucleares, visando a região de Kiev. A Rússia justificou a ação como uma retaliação pela morte de 21 estudantes em um ataque ucraniano em Lugansk.

Após a ameaça russa, diversos países expressaram repúdio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou sua preocupação, enfatizando a necessidade de evitar a escalada do conflito. Ele condenou o ataque à escola e destacou a urgência de ações para prevenir mais violência.

A nova ameaça russa ocorre em um contexto de estagnação nas frentes de batalha e rumores sobre uma possível ofensiva contra Kiev a partir de Belarus. A embaixada dos Estados Unidos em Kiev, até o momento, não alterou suas operações, com a encarregada de negócios, Julie Davis, condenando os ataques recentes.

A Embaixada do Brasil também confirmou a continuidade dos serviços, sem mudanças nas orientações. As embaixadas europeias, por sua vez, adotaram uma postura mais firme, com a Polônia afirmando que não cederá à retórica russa e a Alemanha mantendo suas atividades normalmente.

França e Reino Unido criticaram as ameaças russas, considerando-as inaceitáveis e uma violação das obrigações internacionais. A embaixadora da União Europeia em Kiev, Katarína Mathernová, ressaltou que as ameaças a diplomatas são sinais de desespero e não de força.

A China, aliada da Rússia, reiterou sua posição de que o diálogo é a única solução viável para o conflito, sem se pronunciar sobre a evacuação de sua embaixada em Kiev.

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