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Hungria busca liberação de € 10 bilhões com a UE sob nova liderança

O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, se reúne com Ursula von der Leyen em Bruxelas para discutir a liberação de € 10,4 bilhões retidos pela UE devido a questões de Estado de direito.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Péter Magyar, o novo primeiro-ministro da Hungria, está prestes a enfrentar um desafio significativo ao tentar resolver a questão dos fundos europeus congelados. Ele chegará a Bruxelas na quinta-feira (28) para se encontrar com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na esperança de desbloquear € 10,4 bilhões.

Atualmente, a Hungria possui cerca de € 20 bilhões em fundos que a União Europeia não liberou devido à administração anterior de Viktor Orbán, que foi marcada por ações autoritárias, como a manipulação do Judiciário e o enfraquecimento da liberdade de imprensa.

Os € 10,4 bilhões em discussão incluem € 6,5 bilhões em subvenções e € 3,9 bilhões em empréstimos a juros baixos, que foram retidos em resposta à obstrução do Estado de direito. Magyar reconheceu que existem questões controversas, mas afirmou que concorda com a presidente da Comissão de que esses recursos devem ser destinados à Hungria.

Com uma maioria constitucional no Parlamento, Magyar tem a capacidade de implementar reformas necessárias, mas enfrenta um prazo apertado, já que os fundos precisam ser comprometidos até agosto. Ele também mencionou a necessidade de consultas públicas em certos temas como parte do processo.

O primeiro-ministro expressou otimismo sobre o progresso nas negociações, embora a situação do Judiciário, que ainda possui juízes alinhados a Orbán, represente um desafio. Observadores alertam que reformas podem ser contestadas judicialmente, prolongando o processo.

Além das questões financeiras, Magyar também precisa abordar a oposição da Hungria à adesão da Ucrânia à UE, um tema que pode surgir nas conversas em Bruxelas. Diferente de Orbán, Magyar busca um diálogo mais construtivo, incluindo a possibilidade de um encontro com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski em junho.

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