A Armênia formalizou um acordo de cooperação com os Estados Unidos, abrangendo diversas áreas, incluindo economia, energia, cultura e defesa. O pacto foi assinado na capital armênia, Erevan, em uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores armênio, Ararat Mirzoyan.
Entre os principais pontos do acordo, destaca-se a intenção de fortalecer os laços de defesa e segurança entre os dois países. As partes concordaram em colaborar na indústria de defesa, no combate a crimes transnacionais e no aprimoramento das capacidades defensivas da Armênia. Além disso, foi discutida a criação de mecanismos para o compartilhamento de informações sensíveis.
O pacto também inclui acordos sobre minerais críticos e avanços na Rota Trump para a Prosperidade Internacional (TRIPP), um projeto vinculado ao acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão, mediado pelos EUA em 2025.
A Rússia expressou preocupação com o aumento da presença americana na região, especialmente após a mudança nas relações entre Armênia e Rússia, que historicamente foi a principal aliada do país. Essa mudança ocorreu após a guerra no enclave de Nagorno-Karabakh, quando a Armênia acusou Moscou de não oferecer o suporte necessário durante a ofensiva azeri.
Desde então, a Armênia tem buscado se aproximar de países ocidentais, incluindo a intenção de se juntar à União Europeia e o acordo de paz com o Azerbaijão, que prevê a construção de um corredor ligando o enclave azeri de Naquichevão ao Azerbaijão, com participação dos EUA.
O chefe do Parlamento da Rússia, Vyacheslav Dolodin, criticou a Armênia, alegando que o país está se alinhando a rivais de Moscou, em um movimento semelhante ao que a Ucrânia fez anos atrás.