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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e reafirma direito de resposta

O Irã denunciou os EUA por violar o cessar-fogo após ataques no sul do país. Autoridades iranianas afirmam ter o direito legítimo de retaliar e negociam acordo de paz.
Foto: G1

O Ministério das Relações Exteriores do Irã fez uma grave acusação contra os Estados Unidos, afirmando que o país violou o cessar-fogo vigente entre as nações. A denúncia ocorreu após ataques realizados pelas forças americanas na província de Hormozgan.

Em um comunicado emitido nesta terça-feira, o ministério responsabilizou o governo norte-americano pelas consequências de suas ações, que foram classificadas como autodefesa pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA. O Irã declarou:

Os Estados Unidos cometeram uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan nas últimas 48 horas…

.

A Guarda Revolucionária do Irã também se manifestou, afirmando que se reserva o direito "legítimo e definitivo" de retaliar qualquer violação do cessar-fogo. Além disso, informou que suas unidades de defesa aérea abateram um drone MQ-9 americano e dispararam contra um caça que havia invadido o espaço aéreo iraniano.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, reforçou a posição do país em mensagem no Telegram, afirmando que "não há como voltar atrás" e que os slogans "Morte à América" e "Morte a Israel" se tornariam os gritos da nação islâmica e dos povos oprimidos.

Enquanto isso, negociadores iranianos chegaram ao Catar para discutir um acordo de paz com os EUA. As forças de ambos os países mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto as negociações continuam para encerrar a guerra iniciada no final de fevereiro.

O principal negociador do Irã, Mohammad Baqr Qalibaf, juntamente com o chanceler e o governador do Banco Central, esteve em Doha para conversas sobre a liberação de aproximadamente US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados no exterior. De acordo com a agência de notícias Tasnim, esse desbloqueio é considerado o último obstáculo para a finalização do memorando de entendimento.

Em meio a essas discussões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração sugerindo que seu acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa dos países árabes aos Acordos de Abraão, que visam normalizar as relações com Israel.

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