A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Vyalev, destinado a pacientes com doença de Parkinson avançada que enfrentam flutuações motoras severas e não respondem adequadamente aos tratamentos existentes. O Vyalev combina foslevodopa e foscarbidopa hidratada, atuando para minimizar as oscilações nos sintomas da doença.
Essas flutuações fazem com que os pacientes alternem entre períodos em que a medicação controla os movimentos e momentos em que os sintomas retornam. A nova terapia é administrada por meio de infusão subcutânea contínua, funcionando de maneira similar a uma bomba de insulina, permitindo ajustes individualizados nas doses.
A doença de Parkinson é uma condição crônica e progressiva, resultante da neurodegeneração das células cerebrais. Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo vivam com a doença, que é mais comum em idosos acima de 65 anos, mas pode afetar pessoas de outras idades. Os sintomas incluem lentidão de movimentos, rigidez muscular e tremores, além de possíveis alterações no olfato, sono, humor e cognição.
De acordo com a Anvisa, a foslevodopa aumenta os níveis de dopamina no organismo, ajudando a controlar os sintomas motores do Parkinson, enquanto a foscarbidopa potencializa essa ação. A degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina leva a dificuldades motoras e outros sintomas associados.
A nova terapia foi desenvolvida para garantir a liberação constante do medicamento, inclusive durante o sono, com o objetivo de evitar oscilações no controle dos sintomas. A aprovação do Vyalev considerou estudos clínicos realizados com pacientes em estágios avançados da doença, que mostraram melhora no tempo em que os movimentos estavam controlados ao longo do dia. O tratamento já foi autorizado em diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Japão.