O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira que o país intensificará os ataques contra o Hezbollah, grupo extremista apoiado pelo Irã no Líbano. A declaração ocorre em um contexto de negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo.
Desde o início da guerra, mais de 3.000 pessoas perderam a vida devido a bombardeios israelenses no Líbano, conforme informações do Ministério da Saúde libanês. Dentre essas, aproximadamente 600 mortes ocorreram após 16 de abril, quando um cessar-fogo foi estabelecido entre Tel Aviv e o Hezbollah, embora tenha sido repetidamente violado.
Os ataques do Hezbollah contra Israel resultaram na morte de 11 soldados israelenses durante o mesmo período de trégua. Desde o início do conflito, 18 militares e cinco civis israelenses foram mortos por drones explosivos da milícia libanesa.
Estamos em guerra contra o Hezbollah e intensificaremos nossos ataques — afirmou Netanyahu em um vídeo. Ele acrescentou que o Exército de Israel não diminuirá a intensidade das operações, mas sim acelerará os ataques.
Netanyahu também mencionou ter recebido garantias do presidente americano, Donald Trump, de que o cessar-fogo em negociação com o Irã não impediria Israel de atacar o Líbano. No passado, o Irã exigiu que o Hezbollah fosse incluído em qualquer acordo de paz.
Desde o início da trégua, as Forças Armadas israelenses ocuparam partes do sul do Líbano, realizando bombardeios frequentes e destruindo vilarejos onde, segundo os militares, o Hezbollah opera. A destruição de estruturas civis é considerada legítima apenas em situações de ameaça iminente, o que levanta preocupações sobre possíveis crimes de guerra.
A declaração de Netanyahu provocou uma evacuação em massa de libaneses dos subúrbios ao sul de Beirute, onde Israel afirma que estão localizados os líderes do Hezbollah. Desde 16 de abril, a capital libanesa não foi alvo de ataques israelenses.
A nova postura de Netanyahu pode comprometer as discussões diretas entre Israel e o governo libanês, que não mantém relações diplomáticas oficiais. A chamada "Linha Azul", demarcada pela ONU em 2000, é vista como uma fronteira provisória.
Uma fonte americana, que pediu anonimato, informou que o Hezbollah violou o cessar-fogo em várias ocasiões, prejudicando as negociações entre os dois governos. Os EUA reconhecem o direito de Israel de responder a esses ataques.
Nesta mesma data, o Hezbollah reiterou que o povo libanês tem o direito de derrubar o governo de Aoun. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que
para cada drone lançado [pelo Hezbollah], dez prédios deveriam cair em Beirute
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