Na terça-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios no sul do Irã, em um contexto de negociações diplomáticas para encerrar a guerra que começou no final de fevereiro. O Comando Central dos EUA (CentCom) declarou que as ações foram executadas em "autodefesa", visando estruturas militares iranianas associadas ao lançamento de mísseis e à instalação de minas subaquáticas.
O Pentágono descreveu os ataques como "limitados" e ocorridos durante o cessar-fogo estabelecido entre os dois países em abril. O CentCom informou que as operações foram planejadas para proteger as tropas americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas.
Relatos de autoridades iranianas indicaram explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga importantes instalações militares da força aérea e da marinha do Irã, além de estar próxima ao estratégico Estreito de Ormuz. A emissora Fox News reportou que duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas durante a operação, assim como uma posição de defesa antiaérea que supostamente mirava aeronaves dos EUA.
Apesar dos ataques, a agência semioficial iraniana Fars afirmou que a situação em Bandar Abbas era considerada "normal" na madrugada de terça-feira. Os bombardeios ocorrem em um momento crítico das negociações entre os EUA e o Irã, que mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril enquanto tentam chegar a um acordo definitivo para encerrar o conflito.
Nos últimos dias, autoridades americanas expressaram otimismo sobre um possível avanço nas conversas. No entanto, o presidente Donald Trump, após afirmar que um acordo estava próximo, endureceu seu discurso, ameaçando "explodir os iranianos em mil infernos" caso não houvesse consenso. O governo iraniano, por sua vez, declarou que ainda não há um entendimento próximo entre as partes.
A tensão na região se estende ao Líbano, onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a intensificação das operações militares contra o Hezbollah. As Forças de Defesa de Israel realizaram ataques em várias regiões do Líbano, mantendo a ocupação militar do sul do país desde o início do conflito, apesar do cessar-fogo de abril. O governo iraniano exige a interrupção das ofensivas israelenses para que um acordo de paz mais abrangente possa avançar.