Um ex-entregador, Tanner Horner, de 34 anos, foi sentenciado à pena de morte nos Estados Unidos após confessar o sequestro e assassinato de uma menina de 7 anos, Athena Strand, no Texas. O crime ocorreu enquanto Horner realizava uma entrega de Natal.
Os jurados deliberaram por cerca de um mês, analisando depoimentos e provas, incluindo um áudio que capturou os últimos momentos da criança. Durante a gravação, Horner diz à menina: “Não grite porque se não vou te machucar”, antes de encobrir a câmera da van, mas mantendo o áudio ativo.
No registro, Horner faz perguntas sobre a idade e a escola de Athena, que em seguida começa a chorar e pede para voltar para casa. Em um momento angustiante, a criança questiona o motivo do que estava acontecendo, ao que o réu responde: “Porque você é bonita”.
Horner se declarou culpado de homicídio qualificado no início do julgamento, que se referia ao crime cometido em 2022. O corpo de Athena foi encontrado dois dias após seu desaparecimento em uma área rural próxima a Fort Worth. O presente que Horner entregava naquele dia era uma caixa de bonecas da linha “Você Pode Ser o Que Quiser”.
Os jurados consideraram que Horner representa uma ameaça contínua à sociedade e não havia justificativas para substituir a pena de morte por prisão perpétua. O promotor James Stainton afirmou que o réu mentiu repetidamente às autoridades, inicialmente alegando que atropelou a menina acidentalmente.
Durante o julgamento, foram mencionados indícios de violência sexual, com o DNA de Horner encontrado em locais inadequados no corpo da criança. O médico legista indicou que a causa da morte foi uma combinação de traumas contundentes, sufocamento e estrangulamento.
A defesa reconheceu a gravidade das provas, mas pleiteou por prisão perpétua, alegando problemas mentais de Horner e sua exposição a altos níveis de chumbo na infância. A execução será realizada por injeção letal, embora a data ainda não tenha sido divulgada.
A injeção letal, um método comum de execução nos EUA, voltou a ser debatida após o governo anunciar a retomada das execuções federais. Apesar de sua prevalência, o método enfrenta críticas por denúncias de sofrimento extremo e falhas durante a aplicação.