Na noite de domingo, um tumulto ocorreu em um hospital na República Democrática do Congo, onde um grupo de jovens atacou o local em várias ocasiões. O objetivo era recuperar os corpos de duas vítimas do vírus ebola, um deles sendo um padre respeitado na comunidade.
A polícia foi obrigada a disparar tiros para o ar a fim de dispersar a multidão enfurecida, conforme relatado pela mídia internacional. Para evitar a propagação do vírus, voluntários da Cruz Vermelha estão realizando enterros seguros sob a supervisão das autoridades.
Apesar das medidas de segurança, três voluntários da Cruz Vermelha acabaram contraindo o vírus. Os ritos funerários tradicionais são uma das principais formas de transmissão do ebola, uma vez que o corpo de uma vítima continua a ser altamente contagioso.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que o número de casos suspeitos de ebola no leste da RDC ultrapassou 900, com 101 casos confirmados. O Ministério da Saúde local reportou 204 mortes entre os casos suspeitos.
A OMS elevou o risco de disseminação do vírus no país para o nível 'muito alto', enquanto para a região o risco é considerado 'alto' e, globalmente, 'baixo'. O vírus já se espalhou para a Uganda, onde cinco casos confirmados foram registrados.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) alertou que outros países do continente, como Angola, Burundi, e Quênia, estão em risco de surtos.