Em uma tentativa de responder à crescente crise política, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decidiu reduzir pela metade seu próprio salário e o dos ministros. A decisão foi anunciada durante uma cerimônia oficial em Sucre, onde Paz destacou que a medida reflete seu "compromisso com o país" em meio a uma onda de protestos e bloqueios de estradas que exigem sua renúncia.
Desde o início de maio, o governo de Paz enfrenta uma série de manifestações, que incluem bloqueios e paralisações em diversas regiões. Esses protestos têm gerado sérios impactos no abastecimento das cidades de La Paz e El Alto, resultando na escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, afetando diretamente mercados, hospitais e postos de gasolina.
As principais reivindicações dos manifestantes incluem aumentos salariais, críticas às reformas propostas pelo governo e protestos contra a falta e a baixa qualidade dos combustíveis. A crise no abastecimento de gasolina, que se arrasta desde o governo anterior, permanece sem solução.
Rodrigo Paz, que assumiu a presidência em novembro, herdou uma economia fragilizada e afirmou que os cortes de gastos e a redução dos subsídios aos combustíveis são essenciais para estabilizar as contas públicas do país.