A Rússia emitiu um alerta inédito, informando que realizará ataques a centros de decisão e comando da Ucrânia. Este é o primeiro pedido para que estrangeiros deixem Kiev desde o início da invasão em 2022. O Ministério das Relações Exteriores justificou a operação como retaliação pela morte de 21 estudantes em um dormitório na região ocupada de Lugansk, no leste ucraniano.
O ataque, que ocorreu na sexta-feira, foi um dos mais mortais contra civis do lado russo no conflito, levando o presidente Vladimir Putin a criticar a situação. No domingo, um intenso ataque aéreo foi lançado contra a região de Kiev, resultando em 4 mortes e 80 feridos.
O bombardeio envolveu 600 drones e 90 mísseis, incluindo modelos hipersônicos Kinjal e Tsirkon, além de um supermíssil Orechnik, que é projetado para guerras nucleares e raramente utilizado. O uso do Orechnik gerou protestos na Europa, devido ao seu alcance de até 5.000 km.
Recentemente, Putin havia realizado testes com o novo míssil intercontinental Sarmat e conduzido exercícios nucleares em conjunto com a Belarus, simulando o uso de mísseis balísticos Iskander-M. O ataque ao dormitório em Lugansk se insere em uma escalada de ataques com drones da Ucrânia contra alvos russos.
A crise no Oriente Médio levou os Estados Unidos a relaxar sanções sobre a venda de petróleo russo, resultando em um aumento significativo de receitas para a Rússia. A guerra contra o Irã desviou a atenção de Donald Trump do conflito europeu, congelando negociações que estavam em andamento.
Fontes militares em Moscou indicam que o governo Putin discute a possibilidade de um ataque mais devastador ao governo de Volodimir Zelenski. No entanto, tal ação poderia não ter o efeito desejado, já que países preparados para essa hipótese conseguem manter governos funcionais mesmo após ataques diretos.
Embora um ataque direto ao quarteirão onde se localiza a sede do governo em Kiev possa ter um impacto psicológico, especialistas acreditam que é improvável que Zelenski seja atingido e que isso poderia intensificar a resistência ucraniana.