Ebrahim Rezaei, porta-voz do Parlamento iraniano, utilizou a rede social X para contestar as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-as como 'blefe'. Em sua publicação, Rezaei afirmou: 'Não acreditem no blefe do presidente derrotado, o tempo corre contra os americanos'.
As declarações de Trump, que ocorreram no sábado, incluíam a afirmação de que um acordo estava próximo de ser alcançado, seguidas de uma ameaça de 'explodir' o Irã caso não houvesse um consenso até o domingo. Em resposta, Rezaei disse que, se os EUA desejam um acordo, deveriam negociar, e não ficar 'blefando'.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mencionou que um acordo entre Irã, Israel e Estados Unidos poderia ser finalizado na segunda-feira, destacando a importância da diplomacia antes de considerar alternativas. Ele expressou otimismo sobre possíveis novidades nas negociações.
O diplomata iraniano Hossein Noushabadi, por sua vez, desmentiu rumores sobre uma suspensão de 20 anos no enriquecimento de urânio, afirmando que o programa nuclear só seria discutido em uma fase posterior, sob condições rigorosas, incluindo a suspensão total das sanções.
Noushabadi também destacou que o esboço inicial do Irã visa o fim das hostilidades em várias frentes, a suspensão do bloqueio naval americano, a venda irrestrita de petróleo e a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele afirmou que a questão de Ormuz deve ser tratada bilateralmente entre Irã e Omã.
Além disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país não deve cobrar pela passagem no Estreito de Ormuz, embora serviços prestados possam ter um custo. Desde abril, os EUA impõem um bloqueio aos portos iranianos, intensificando as tensões na região.
Trump também mencionou o acordo nuclear de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções. Críticos do pacto, incluindo Israel, argumentam que os recursos liberados foram utilizados pelo Irã para financiar grupos armados no Oriente Médio.