O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, tem intensificado sua pressão sobre Cuba, utilizando um roteiro que lembra as ações que antecederam a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Nos últimos meses, Trump tem elevado o tom de suas declarações, sugerindo um controle mais firme sobre a ilha caribenha.
A administração norte-americana atribui a crise em Cuba a fatores internos, desconsiderando o embargo econômico em vigor desde 1962. O secretário de Estado, Marco Rubio, criticou as autoridades cubanas, acusando-as de enriquecer à custa da população.
Embora Trump tenha afirmado que qualquer ação militar contra Cuba ocorreria após a resolução do conflito com o Irã, ele tem implementado novas medidas contra autoridades cubanas. A ilha enfrenta uma grave crise energética, exacerbada pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, que era seu principal fornecedor.
Recentemente, Trump bloqueou o envio de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou taxar países que continuassem a fornecer combustível à ilha. Em resposta à crise humanitária, um navio petroleiro da Rússia foi autorizado a entrar em Cuba, mas a ajuda foi insuficiente.
No dia 21 de maio, Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, foi indiciado nos EUA por três crimes relacionados a ataques a aeronaves norte-americanas ocorridos há 30 anos. Mesmo aposentado, Raúl ainda exerce influência na política cubana.
No mesmo dia do indiciamento, o Comando Sul dos EUA anunciou uma nova mobilização militar no Caribe, enviando o porta-aviões USS Nimitz e outros navios de guerra para a região. Trump afirmou que essa movimentação não visa intimidar Cuba, apesar das circunstâncias.
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, indicou que o governo busca levar Raúl Castro a julgamento nos Estados Unidos, afirmando que ele deve comparecer à Justiça 'por vontade própria ou por algum outro meio'.