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Trump afirma que acordo com Irã ainda não está finalizado

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o acordo para encerrar a guerra com o Irã ainda não foi totalmente negociado e defendeu que, se assinado, impedirá a produção de armas nucleares por Teerã.
Foto: G1

Em uma recente publicação nas redes sociais, Donald Trump afirmou que o acordo para o fim da guerra com o Irã ainda não foi visto por ninguém e não está "totalmente negociado". O presidente reiterou que, caso um acordo seja firmado, ele será benéfico e distinto do pacto estabelecido por Barack Obama, que, segundo ele, proporcionou ao Irã recursos financeiros e um caminho para desenvolver armas nucleares.

Trump observou que as negociações estão progredindo de maneira ordenada e construtiva, e orientou os representantes dos EUA a não apressar o processo. Essa declaração contrasta com suas afirmações anteriores, nas quais indicou que o acordo estava próximo de ser concluído, mas também fez ameaças de represálias caso não houvesse um consenso até o domingo.

As conversas entre os Estados Unidos e o Irã, que visam encerrar o conflito no Oriente Médio, têm se arrastado por semanas. Uma proposta recente do Irã foi rejeitada por Washington, que considerou os termos insuficientes. Uma das principais exigências dos EUA é o fim do programa nuclear iraniano, algo que Teerã não aceita.

Além disso, o jornal "New York Times" reportou que os dois países teriam chegado a um entendimento preliminar, onde o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. Essa informação foi atribuída a um oficial americano próximo das negociações.

Desde abril, os Estados Unidos impõem um bloqueio aos portos iranianos, após o Irã ter praticamente interrompido o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta a ataques americanos e israelenses. O estreito é um corredor vital para o comércio global de petróleo, e seu fechamento temporário elevou os preços da commodity.

Trump também fez referência ao acordo nuclear de 2015, firmado por Obama, que limitava o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções. Críticos do pacto, incluindo Israel, argumentam que parte dos recursos liberados foi utilizada pelo regime iraniano para financiar grupos armados na região.

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