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Aumento de casos de ebola em Uganda gera alerta da OMS

Três novos casos de ebola foram confirmados em Uganda, totalizando cinco infecções desde 15 de maio. A OMS expressa preocupação com a rápida propagação da doença.
Foto: Profissional de saúde passa por desinfecção ao trabalhar contra o ebola

Três novos casos de ebola foram confirmados em Uganda, elevando o total de infecções para cinco desde 15 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com o risco elevado de expansão da doença, que está ligada a uma epidemia no leste da República Democrática do Congo. Sem uma vacina específica para a cepa atual, as autoridades estão reforçando o monitoramento de contatos enquanto cientistas aceleram estudos para tratamentos.

O Ministério da Saúde de Uganda informou que os novos pacientes incluem um motorista que transportou o primeiro caso confirmado e uma profissional de saúde que contraiu o vírus durante o atendimento. O terceiro caso é de uma mulher congolesa que chegou ao país por via aérea, destacando a mobilidade como um fator na disseminação da doença.

Todas as pessoas que tiveram contato com os infectados estão sendo monitoradas para interromper as cadeias de transmissão. A OMS mantém uma mobilização internacional em resposta ao avanço da epidemia, que se concentra principalmente no leste da RDC, uma região com desafios históricos de infraestrutura de saúde.

Como medida preventiva, Uganda suspendeu todos os transportes públicos com destino à RDC, buscando conter a entrada de novos casos. Na RDC, há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes associadas ao ebola. A OMS destaca a necessidade de respostas coordenadas entre autoridades nacionais e organismos internacionais.

A epidemia atual é causada pela cepa Bundibugyo, que é menos comum do que a variante Zaire. A falta de vacina específica e de tratamento aprovado limita as opções disponíveis para conter a doença, tornando essenciais medidas básicas de saúde pública, como isolamento e rastreamento de contatos.

Diante do agravamento da situação, a mobilização também se estende à pesquisa científica. Um consórcio organizou uma reunião global para discutir ferramentas disponíveis e prioridades para o desenvolvimento de respostas médicas. Entre as investigações estão anticorpos monoclonais e antivirais de amplo espectro, como o remdesivir.

Especialistas alertam que, além da pesquisa, é crucial enfrentar os desafios práticos nas áreas afetadas. A eficácia da resposta dependerá da capacidade de disponibilizar tratamentos e vacinas em condições reais de uso, considerando fatores como custo e logística.

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