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Acusações da Rússia contra a Armênia refletem tensões geopolíticas

O presidente da Duma Federal da Rússia, Vyacheslav Volodin, criticou a Armênia por adotar uma política hostil, comparando-a à Ucrânia. As relações entre os países se deterioraram após a guerra em Nagorno-Karabakh.
Foto: imagem colorida mostra vice-presidente dos EUA e premiê da Armênia - Metrópoles

Vyacheslav Volodin, presidente da Duma Federal da Rússia, acusou a Armênia de seguir os passos da Ucrânia ao implementar uma "política hostil" em relação a Moscou. A declaração foi feita em uma entrevista à mídia estatal russa nesta sexta-feira.

Volodin afirmou que o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, tem

explorado cinicamente as oportunidades que nosso país oferece

e que o governo da Armênia tem buscado relações com "países que estão em guerra" com a Rússia. Ele destacou: "Como eu disse antes, vimos tudo isso na Ucrânia. Isso não vai levar a nada de bom."

Essas declarações refletem um crescente racha entre Armênia e Rússia, que por anos manteve uma aliança. A mudança de postura da Armênia se intensificou após a guerra no enclave de Nagorno-Karabakh em 2023, quando Erevan acusou Moscou de não oferecer apoio durante o conflito contra o Azerbaijão.

Após a guerra, que resultou no deslocamento de cerca de 100 mil pessoas, a Armênia começou a se aproximar do Ocidente. Em abril do ano passado, o país formalizou um pedido de adesão à União Europeia. Em agosto de 2025, assinou um acordo de paz com o Azerbaijão, mediado pelos Estados Unidos, que incluiu a criação de um corredor ligando o enclave azeri de Naquichevão ao Azerbaijão, denominado

Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional (TRIPP)

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