O Brasil está vivenciando um aumento alarmante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o recente boletim InfoGripe da Fiocruz. A análise revela que a maioria dos estados apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco, principalmente devido à circulação do vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).
Os mapas da Fiocruz indicam um avanço na atividade respiratória nas últimas semanas, com um crescimento sustentado dos casos graves em várias regiões do país. O aumento é mais acentuado nos estados do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, incluindo Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal.
Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, destacou que a alta nas hospitalizações é atribuída principalmente a dois vírus: o da Influenza A, que tem afetado gravemente a região Sul e partes do Norte e Sudeste, e o VSR, que está impactando a maioria do território nacional.
A SRAG é uma complicação respiratória severa que pode surgir após infecções virais, incluindo gripe e Covid-19, e frequentemente requer internação. Os sintomas incluem falta de ar intensa, queda da oxigenação e comprometimento pulmonar, afetando especialmente crianças e idosos.
O boletim também revela que o VSR está associado ao aumento das internações entre crianças pequenas, enquanto a influenza A tem gerado mais casos graves entre adultos e idosos. Além disso, há indícios de aumento de SRAG relacionado à Covid-19 em estados como Ceará e Maranhão.
Com a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, a pressão sobre os hospitais tende a aumentar durante os meses mais frios. Os sintomas que podem indicar SRAG incluem febre persistente, tosse intensa, falta de ar e cansaço extremo, entre outros.
A Fiocruz enfatiza a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para grupos vulneráveis como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Também são recomendadas medidas de prevenção, como a higienização das mãos e o uso de máscaras em caso de sintomas gripais.
O cenário atual pode mudar nas próximas semanas, já que parte dos dados depende da confirmação laboratorial dos casos. Com a chegada do inverno e o aumento da circulação viral, a vigilância constante e a busca rápida por atendimento médico são essenciais diante de sintomas respiratórios graves.