A Colômbia se aproxima de uma eleição presidencial marcada por uma polarização intensa e um aumento significativo da violência. A campanha eleitoral, que antecede o primeiro turno das eleições em 31 de maio, é considerada a mais sangrenta em décadas, com o assassinato de um dos principais candidatos e uma série de atentados a bomba no sul do país, resultando em dezenas de mortos.
Na terça-feira, a comitiva do senador Alexander Lopez, do partido governista, foi atacada em uma rodovia na região sudoeste, que enfrenta conflitos. O presidente Gustavo Petro afirmou que 'eles simplesmente tentaram sequestrar o senador', responsabilizando um 'grupo armado de narcotraficantes'.
A Colômbia tem enfrentado um longo histórico de conflitos, especialmente com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Embora um acordo de paz tenha sido assinado em 2016, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis pela recente onda de violência contra ex-guerrilheiros e líderes sociais.
Na quarta-feira, o Estado-Maior Central da Colômbia, o maior grupo dissidente das Farc, e rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciaram cessar-fogos separados antes das eleições.
O agravamento da violência se tornou o tema central da campanha, com os candidatos apresentando propostas divergentes. O candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado por Petro, promete continuar as negociações de paz com os grupos armados. Em contrapartida, o advogado conservador Abelardo de la Espriella defende uma ofensiva militar, enquanto a também conservadora Paloma Valencia exige ação imediata contra a violência, pedindo apoio total às Forças Armadas e à polícia.
Uma pesquisa do instituto Invamer indica que Cepeda lidera com 44,3% de apoio, seguido por De la Espriella com 21,5% e Valencia com 19,8%. Um segundo turno está previsto para 21 de junho, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos.